Resumo
DOI: 10.34188/bjaerv7n4-014
Submetido: 01/08/2024
Aprovado: 30/09/2024
Rafael Mana
Biólogo Especialista pelo Conselho Regional de Biologia – 1ª Região, pós-graduado pela Pontifícia
Universidade Católica – PUC/COGEAE
Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS Núcleo da Floresta
São Roque, SP. Brasil
E-mail: nucleodafloresta@terra.com.br
Cayo A. Pfutzenreuter Riskalla
Médico Veterinário pelas Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU;
Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS Núcleo da Floresta
São Roque, SP. Brasil
E-mail: cayo@crvets.com.br
Bárbara A. Ribeiro Pilão
Médica Veterinária pela Universidade Anhembi-Morumbi, pós-graduada pela Faculdade QUALITTAS
Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS Núcleo da Floresta
São Roque, SP. Brasil
E-mail: babi_pilao@hotmail.com
RESUMO
A raiva é uma zoonose fatal que acomete mamíferos. A falta de campanhas de vacinação em muitos municípios do estado de São Paulo, Brasil, tem resultado no aumento do número de casos de raiva notificados, tanto em animais domésticos como em silvestres, em situações de cativeiro e de vida livre. O objetivo deste estudo foi relatar o primeiro caso documentado de uma anta (Tapirus terrestris) de vida livre, infectada por raiva. O animal foi resgatado no município de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo. Inicialmente, houve suspeita de fratura de membro anterior, porém o indivíduo logo manifestou alterações neurológicas que indicaram a doença, comprovada por exames
de Imunofluorescência Direta e por meio da técnica de RT-PCR, foi identificada a variante
antigênica 3 (AgV3), de morcego hematófago Desmodus rotundus. Este caso demonstra a necessidade imediata da retomada das campanhas de vacinação antirábica no município, tanto para os animais de produção quanto para os animais de companhia, implementação de protocolos de biossegurança para minimizar o contato com a vida selvagem e a importância do monitoramento e controle das colônias de morcegos infectados na região.
Palavras-chave: raiva, anta, epidemiologia, saúde pública.
ABSTRACT
Rabies is a fatal zoonosis that affects mammals. The lack of vaccination campaigns in many municipalities in the state of São Paulo, Brazil, has resulted in an increase in the number of reported rabies cases, both in domestic and wild animals, in captive and free-ranging situations. The objective of this study was to report the first documented case of a free-ranging tapir (Tapirus terrestris) infected with rabies. The animal was rescued in the municipality of São Miguel Arcanjo, state of São Paulo. Initially, a fracture of the anterior limb was suspected, but the individual soon manifested neurological changes that indicated the disease, proven by Direct Immunofluorescence tests and through the RT-PCR technique, the antigenic variant 3 (AgV3), from a bat, was identified. hematophagous Desmodus rotundus. This case demonstrates the immediate need to resume anti-rabies vaccination campaigns in the municipality, both for production animals and companion animals, implementation of biosecurity protocols to minimize contact with wildlife and the importance of monitoring and controlling colonies of infected bats in the region.
Keywords: rabies, lowland tapir, epidemiology, public health.
RESUMEN
La rabia es una zoonosis mortal que afecta a los mamíferos. La falta de campañas de vacunación en muchos municipios del estado de São Paulo, Brasil, ha resultado en un aumento en el número de casos reportados de rabia, tanto en animales domésticos como salvajes, en cautiverio y en libertad. El objetivo de este estudio fue reportar el primer caso documentado de un tapir (Tapirus terrestris) en libertad infectado con rabia. El animal fue rescatado en el municipio de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo. Inicialmente se sospechó de una fractura del miembro anterior, pero el individuo pronto manifestó cambios neurológicos que indicaban la enfermedad, comprobada mediante pruebas de Inmunofluorescencia Directa y mediante la técnica RT-PCR se identificó la
variante antigénica 3 (AgV3), proveniente de un murciélago hematófago, Desmodus rotundus. Este caso demuestra la necesidad inmediata de retomar las campañas de vacunación antirrábica en el municipio, tanto de animales de producción como de compañía, la implementación de protocolos de bioseguridad para minimizar el contacto con la vida silvestre y la importancia del monitoreo y control de colonias de murciélagos infectados en la región.
Palabras clave: rabia, tapir, epidemiología, salud pública.
1 INTRODUÇÃO
A raiva é uma encefalite fatal e é considerada como uma das zoonoses mais antigas
reconhecidas pela humanidade, sendo listada entre as dez principais causas infecciosas de mortes no mundo todo, com cerca de 55.000 casos da doença em vertebrados por ano. Trata-se de uma doença globalmente negligenciada (Fahl et al., 2012), e evitável de forma eficiente por vacinação.
Ao longo dos anos, muitos estudos científicos foram realizados e o volume de informação
sobre a raiva cresceu muito. Contudo, ainda restam lacunas no conhecimento da biologia do vírus, sua multiplicação e seus mecanismos de adaptação aos hospedeiros (Batista et al., 2007). O vírus da raiva é mantido na natureza por ciclos inter-relacionados, denominados ciclos urbano e silvestre, aéreo e rural. No qual, “ciclo urbano” se refere à raiva de cães e gatos domésticos, o “ciclo silvestre” à de espécies silvestres, o “ciclo rural” à de herbívoros, principalmente bovinos e equinos, sendo inter-relacionado ao “ciclo aéreo”, referente aos morcegos atuando como vetor (Batista et al., 2007).
O envolvimento de morcegos hematófagos na transmissão do vírus da raiva foi reportado pela primeira vez em bovinos há mais de um século por Carini (1911). Hoje sabe-se que os morcegos são os principais transmissores da infecção a outros animais herbívoros, incluindo silvestres, caracterizando a inter-relação dos ciclos aéreo, rural e silvestre (Germano et al., 1992). Na América Latina, os morcegos hematófagos, especialmente o Demodus rotundus, são reservatórios naturais do vírus da raiva (Scheffer et al., 2007). No ciclo urbano, o hospedeiro natural do vírus da raiva é o
cão doméstico.
Os hospedeiros naturais ou reservatórios naturais, são os principais vetores da infecção,
sendo as demais espécies acidentalmente envolvidas e tornam-se hospedeiros finais, pois o ciclo é terminado com a morte do animal (Batista et al., 2007; Jorge et al., 2010; da Silva et al. 2023). No Brasil, são também considerados hospedeiros naturais do vírus os cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), as raposas-do-campo (Lycalopex vetulus), jaritatacas (Conepatus spp.), mãos-peladas (Procyon spp.) e saguis (Callithrix spp.) Além disso, ocasionalmente, espécies de hospedeiros não naturais do vírus podem atuar como vetores da infecção (Batista et al., 2007; Jorge et al., 2010).
A predação de antas (Tapirus terrestris) de vida livre por morcegos hematófagos,
especialmente por Desmodus rotundus, foi reportada primeiramente no estado do Espírito Santo (Gnocchi e Srbek-Araújo, 2017). O primeiro relato documentado de anta com raiva foi realizado por Pereira et al. (2017), referente a um animal cativo, no município de Bauru/SP.
O presente relato é o primeiro registro documentado de uma anta (Tapirus terrestris) de vida livre diagnosticada com raiva, de variante antigênica 3 (AgV3), transmitida por morcego hematófago Desmodus rotundus, no Brasil.
2 ASPECTOS CLÍNICOS
Com relação aos aspectos clínicos, a raiva pode se apresentar de forma bastante variada de acordo com as espécies atingidas e conforme a localização das lesões no sistema nervoso central (Batista et al., 2007).
Segundo o Instituto Pasteur (2023), as apresentações clássicas da doença são as formas
furiosa e paralítica. Nesse sentido, inicialmente a doença pode se manifestar com sinais pouco sugestivos, tais como alterações de comportamento, inapetência, apatia, depressão, inquietude e incoordenação motora.
Após essa fase inicial da doença, pode ocorrer a fase furiosa, frequentemente observada em canídeos, onde se há o aumento da agressividade do animal, embora também possam ser observados sinais de depressão, excitabilidade, mudanças de comportamento, insônia e febre. Em geral, durante o desenvolvimento da doença a deglutição fica comprometida e a salivação se torna evidente. Nota-se, também, uma paralisia ascendente a partir dos membros inferiores (Batista et al., 2007).
Na forma paralítica da doença, pode não haver sinais prévios de agressividade, sendo a
paralisia do maxilar inferior o local mais notável. Nesse cenário, a boca do animal permanece entreaberta com bastante salivação. Esta forma é mais comum em bovinos e equinos, devido a lesões na medula, tronco encefálico e cerebelo. Nota-se paralisia aguda, progressiva, flácida, e iniciando-se pelos membros posteriores. Podendo ainda ocorrer sinais de comprometimento dos nervos lombares e sacrais, provocando constipação, tenesmo, parafimose em machos e gotejamento de urina (Lima et al. 2005).
3 RELATO DO CASO
No dia 16/03/2023, a equipe técnica do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres –
CRAS Núcleo da Floresta, foi solicitada para a realização do resgate de uma anta (Tapirus
terrestris), macho e adulto, de vida livre, encontrada em uma estrada de terra na zona de
amortecimento do parque estadual Carlos Botelho, no município de São Miguel Arcanjo, estado de São Paulo. As informações eram que o animal apresentava dificuldades para caminhar devido a uma possível fratura de membro anterior.
O animal foi localizado pela equipe no ponto com coordenadas UTM 23J 204.057 E /
7.341.036 S, a cerca de 400 metros do ponto inicialmente informado, tendo seguido cambaleando por um canal de drenagem natural, e se refugiado sob vegetação bastante densa. Devido à impossibilidade de cuidados no local, optou-se pela sedação imediata do animal e realização de sua retirada com o apoio da equipe de guardas-parque, sendo o animal imediatamente encaminhado ao CRAS localizado no município de São Roque, estado de São Paulo, para tratamento.
Assim que recebido, o animal foi instalado em um recinto de internação para avaliação
veterinária. Na manhã seguinte, dia 17/03/2023, o animal estava em decúbito frontal, sem sinais de lesões nas patas dianteiras e sem sinais de agressividade (Fig. 1). Notou-se nistagmo e ataxia vestibular, o que levantou a suspeitas de que o animal pudesse estar contaminado com o vírus da raiva. Foi oferecida água, que prontamente foi recusada, demonstrando hidrofobia. O animal conseguiu se alimentar de frutas e legumes em pouca quantidade.

Na manhã do dia 18/03/2023, o animal apresentou convulsões, eventos de excitabilidade e inquietude, incoordenação motora e hiperfraquesa dos membros anteriores (Fig. 2). Novamente o animal recusou água, embora se mostrasse sedento. Foi oferecida melancia e aceita imediatamente, e nesse momento foi notada disfagia e início de paralisia do maxilar inferior. Houve nova sedação e colheita de amostras. Notou-se parafimose e gotejamento de urina.

No dia 19/03/2023 o animal apresentou convulsões repetitivas, nistagmo rotativo,
incoordenação motora total, paralisia total do maxilar inferior, inquietude alternada com depressão
(Fig. 3). Durante um dos eventos de inquietude pós convulsão, o animal fraturou o úmero esquerdo,
sem qualquer demonstração de sensibilidade. Após estes eventos, permaneceu em decúbito lateral,
demonstrando dificuldade respiratória, devido à início da paralisia dos músculos respiratórios (Fig.4).


O animal veio à óbito aproximadamente às 05h30 do dia 20/03/2023. Foi realizada a
necroscopia e retirada amostra do mesencéfalo e telencéfalo às 06h45, e o material coletado foi
acondicionado sob refrigeração conforme orientações do laboratório.
As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Raiva e Encefalites, Centro de Pesquisa
de Sanidade Animal – CPSA do Instituto Biológico de São Paulo, sob o número de Triagem Animal:
625/23. Através da técnica de imunofluorescência direta, o material testou positivo para raiva no
dia 24/03/2023, sob o código Material: M 36/2023.
As amostras foram solicitadas pelo Instituto Pasteur para investigação e sequenciamento,
onde obteve-se, através da técnica de RT-PCR, a identificação da variante antigênica 3 (AgV3),
transmitida por morcego hematófago Desmodus rotundus (Favoretto et al., 2002; Junior et al., 2008;
Castilho et al., 2010), conforme Relatório de Investigação no 230108000810, Processo no 625/23, datado de 12/04/2023.
4 DISCUSSÃO
A comprovação de um animal com o vírus da raiva por si só já demanda diversos cuidados, como orientação da população da região, campanhas de vacinação dos animais domésticos, vacinação dos profissionais que trabalham com animais, ações de manejo e controle dos possíveis vetores, conforme orienta o Instituto Pasteur (2023). O caso reportado no presente estudo foi o de incidência de raiva em um animal herbívoro selvagem em um ambiente natural e preservado, porém com interferências humanas na região e criação de rebanhos nas proximidades. Esse cenário sugere a possibilidade de existência de ciclos inter-relacionados da raiva aéreo-silvestre-rural, e há a necessidade de fiscalização e vacinação dos rebanhos da região, inclusive de pequenas criações, e
controle das populações de morcegos hematófagos (Batista et al., 2007; Kotait et al., 2007; Germano
et al., 1992).
As formas mais comuns de transmissão da raiva são através do contato com a saliva de um animal contaminado, sobretudo por mordedura, arranhadura ou lambedura (Instituto Pasteur, 2023). Porém, existem outras formas de transmissão, embora sejam raramente relatadas, que devem ser consideradas em situações de investigação epidemiológica (Kotait et al., 2007). Nesse sentido, existe a possibilidade de contaminação por exposição oral, como apontado por Warrel e Warrel
(2004). Existem, por exemplo, casos comprovados de contaminação por raiva pela inalação de aerossóis em cavernas densamente habitadas por morcegos contaminados (Gibbons, 2002; Consales e Bolzan, 2007).
A região do presente estudo apresenta grande quantidade de cavernas e grutas, que são
utilizadas como abrigos naturais por morcegos hematófagos (Albas et al., 2011; Rocha, 2005; Uieda et al., 1996; Germano et al., 1992), e frequentemente visitadas por turistas. Por isso, é imprescindível que os profissionais envolvidos com o turismo de cavernas na região sejam orientados a fazer a prevenção própria e dos turistas contra a doença, dada a comprovação do vírus circulante e possibilidade de colônias de morcegos
contaminadas.
Além das questões de saúde pública, a comprovação da contaminação de uma anta (Tapirus terrestris) selvagem e de vida livre por raiva, é preocupante, pois estima-se que 40% da população total da espécie se concentre no maciço da Serra do Mar, em São Paulo e Paraná (Medici et al., 2012). Desta forma, a incidência de raiva em T. terrestris na região seria considerada mais uma ameaça à população da espécie, somada aos desafios gerados pela fragmentação do habitat, caça, ataques de cães domésticos e atropelamentos na região (Medici et al., 2012).
O fato deste ter sido o primeiro caso reportado em antas na região de estudo pode indicar que este seja um evento raro dentro da população ou que as antas tenham sido recentemente infectadas pelo vírus da raiva na região. Por outro lado, a ausência de outros registros de raiva em antas nesta localidade poderia ser explicada por possíveis alterações de comportamento dos animais afetados pela doença, que procuram se esconder e afastar dos demais, dificultando seu encontro (Instituto Pasteur, 2023). Além disso, temos também um problema de subamostragem destes animais, já que poucas instituições resgatam e tratam um animal de grande porte na região e têm
conhecimento técnico para a realização dos devidos exames.
5 CONCLUSÃO
Este caso apresenta grande relevância por se tratar do primeiro registro de uma anta (Tapirus terrestris) de vida livre infectada pelo vírus da Raiva, por pertencer a uma espécie ameaçada de extinção, classificada na categoria “Vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN (Varela et al., 2019), por demonstrar a necessidade imediata da retomada das campanhas de vacinação antirábica no município, tanto para os animais de produção quanto para os animais de companhia, pela necessidade de implementação de protocolos de biossegurança para minimização do contato com a vida selvagem e pela importância do monitoramento e controle das colônias de morcegos infectados na região.
AGRADECIMENTOS
Nossos agradecimentos à Mariana Landis do Instituto Manacá, de São Miguel Arcanjo/SP, pela confiança em nosso trabalho e pela comunicação da necessidade de resgate do animal. À Alexandra Cumerlato, Fernanda Jacoby e Emília Patrícia Médici por todo o suporte e orientações técnicas. Aos amigos Gustavo Cerroni e João Zavarize pelo auxílio nas coletas das amostras. Ao Dr. Paulo Eduardo Brandão, Lívia Hiromi Okuda e Maria do Carmo Custódio de Souza Hunold pela realização dos exames que atestaram a raiva. E ao Herbert Soares pela realização dos demais exames.
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